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Onde a sua privacidade “vaza” antes de chegar na produção?

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Você já avaliou o risco residual de manter dados reais em ambientes de QA, desenvolvimento ou Staging?

Para quem lidera infraestruturas críticas, o Dia da Privacidade de Dados é mais do que um marco no calendário; é o momento de questionar se a sua estratégia de proteção sobrevive ao ciclo de vida do dado fora da produção. No ecossistema PostgreSQL, elevar o nível de maturidade técnica significa garantir que a proteção da informação não dependa apenas de perímetros de rede, mas de controles granulares e táticos no próprio motor de banco de dados.

Row-Level Security (RLS), object privileges e privileged functions

A documentação oficial do PostgreSQL oferece recursos para governar esses fluxos. O Row-Level Security (RLS), por exemplo, permite definir políticas de segurança diretamente na tabela, garantindo que usuários acessem apenas as tuplas permitidas por regras de negócio específicas, independentemente da query executada. Para uma estratégia de proteção completa, é possível integrar o RLS à extensão postgresql_anonymizer, aplicando técnicas que alteram ou anonimizam os dados sensíveis de forma que o desenvolvimento siga ágil e seguro, sem que a informação original possa ser acessada. Além disso, o controle rigoroso de object privileges e o uso de privileged functions são fundamentais para mitigar o risco de escalada de privilégios e vazamentos laterais durante testes ou processos de manutenção.

pgaudit

A implementação de auditoria via extensões como pgaudit torna-se estratégica. Ela oferece a visão sistêmica necessária para diferenciar operações rotineiras de acessos anômalos em ambientes de homologação, que muitas vezes são negligenciados.

Para profissionais que buscam excelência, o desafio é implementar essas camadas de segurança de forma estruturada, evitando decisões reativas que podem comprometer a estabilidade do ambiente durante um upgrade de versão ou uma expansão de arquitetura, por exemplo.

Transforme a conformidade em um ativo estratégico

A privacidade deve ser tratada com a qualidade técnica que o seu negócio exige. Ao dominar o ecossistema, entendemos que a proteção deve ser granular: enquanto o ambiente de Staging precisa espelhar as regras de produção devido a fluxos com terceiros, os ambientes de HML, DEV e TST exigem técnicas de anonimização efetivas e definitivas. Como esses ambientes baixos tendem a ser mais permissivos e possuir senhas menos seguras, a anonimização de dados restritos é o que evita acessos indevidos e vazamentos reais. Aplicando práticas de engenharia como o controle de acesso baseado em contexto, você transforma a conformidade em um ativo estratégico, garantindo o crescimento tecnológico de maneira sustentável e sem amarras.

 

Precisa de apoio para elevar a maturidade técnica e a segurança dos seus ambientes PostgreSQL? 

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Fim do ciclo de suporte do PostgreSQL 13. Você já se preparou para o próximo passo?

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A versão 13 do PostgreSQL  de acordo com a política de versões do PostgreSQL, chega ao fim de seu ciclo de suporte, encerrando cinco anos de contribuições e avanços significativos para a comunidade.
Lançada em 24 de setembro de 2020, ela terá seu suporte oficialmente encerrado em 13 de novembro de 2025.

Como acontece a cada nova versão principal, o PostgreSQL 13 trouxe inovações importantes em desempenho, administração e segurança, consolidando ainda mais sua posição como o banco de dados relacional de código aberto mais avançado do mundo.

Com o fim do suporte, é fundamental que administradores e empresas planejem a atualização de suas instâncias, já que a versão 13 deixará de receber correções de bugs e atualizações de segurança.

PostgreSQL 13

O PostgreSQL 13 introduziu melhorias que elevaram tanto o desempenho quanto a administração da plataforma. Houve avanços no sistema de indexação e busca com melhor utilização de espaço e respostas mais rápidas, especialmente em consultas que envolvem agregações ou partições. Também trouxe o VACUUM paralelizado para índices, maior controle de WALs por slot de replicação e aprimoramentos importantes no particionamento, incluindo suporte a replicação lógica, gatilhos BEFORE, além da adição da cláusula WITH TIES.

Esses avanços reforçam a importância de manter o ambiente atualizado para garantir segurança, performance contínua e alinhamento com as evoluções das versões mais recentes do PostgreSQL.

Hora de se despedir, mas só da versão, não do PostgreSQL

Apesar da robustez da versão 13, chega o momento de se despedir dela, principalmente, das vulnerabilidades que essa versão passa a carregar. As melhorias e inovações continuam evoluindo nas versões atuais, e permanecer em uma versão descontinuada representa riscos reais.

É importante lembrar que, quando uma versão não tem mais suporte:

  • Não recebe mais patches de segurança
  • Novas vulnerabilidades descobertas permanecem abertas
  • Falhas críticas deixam de ser corrigidas
  • O suporte com ferramentas deixa de existir.

Manter o PostgreSQL atualizado não só garante acesso a novos recursos, mas também oferece a tranquilidade de contar com uma comunidade ativa, que trabalha continuamente para corrigir falhas, fechar brechas de segurança e evoluir o nosso elefante.
Ficar em uma versão sem suporte pode abrir portas para ataques, comprometer a integridade dos dados e gerar impactos significativos e, por vezes, irreversíveis para o negócio.

Atualizar é mais do que acompanhar versões: é proteger seu ambiente, sua empresa e a continuidade das operações.

O que as versões atuais têm de novo?

PostgreSQL 14: Várias melhorias de desempenho: consultas paralelas, workloads altamente concorrentes, partições, replicação lógica, VACUUM mais eficiente.

PostgreSQL 15: Melhorias de desempenho em ordenações (in-memory e on-disk) e outras operações intensivas.

PostgreSQL 16: Replicação lógica a partir de standby (servidores standby podem tornar-se publicadores) e assinantes que aplicam grandes transações em paralelo.

PostgreSQL 17: Novo sistema de gerenciamento de memória para VACUUM, reduzindo consumo de memória e melhorando performance.

PostgreSQL 18: Sub-sistema de I/O assíncrono (AIO) que pode melhorar performance de scans sequenciais, bitmap heap scans, vacuums e outras operações.

As versões atuais do Postgres entregam avanços que crescem a cadeia de desempenho, operação e escalabilidade do banco de dados. Essas melhorias tornam o banco de dados cada vez mais preparado para ambientes modernos, distribuídos e de alta performance.

Atualizar é o caminho

Manter seus sistemas atualizados é uma prática essencial para garantir continuidade operacional, segurança e conformidade. Em um mercado altamente dinâmico e competitivo, operar com versões desatualizadas significa assumir riscos desnecessários.
Atualizar o PostgreSQL não apenas elimina vulnerabilidades conhecidas, mas também assegura acesso a melhorias de desempenho e estabilidade, refletindo diretamente na eficiência e na resiliência do seu ambiente. Proteger a integridade dos dados é proteger o seu negócio, e a atualização contínua é um dos pilares dessa proteção.

Conte conosco!

Se você está pensando em fazer uma migração de versão, nós podemos te ajudar! Somos especialistas em consultoria Postgres e podemos oferecer todo o suporte necessário para garantir que sua migração seja tranquila e eficaz. Desde a avaliação inicial até o treinamento pós-migração, estamos prontos para apoiar você em cada passo do caminho.

[Quero falar com a Timbira!]

Qual é o parâmetro responsável por armazenar a chave de criptografia/descriptografia no pgBackRest?

By Institucional No Comments

Se você já configurou backups com o pgBackRest, provavelmente sabe que ele é uma das ferramentas mais robustas e confiáveis para proteger bases de dados PostgreSQL. Mas quando o assunto é segurança dos backups, uma dúvida comum surge: como garantir que o conteúdo dos backups não seja acessado por pessoas não autorizadas?

É aí que entra a criptografia.

O pgBackRest permite que seus backups sejam criptografados, ou seja, que o conteúdo deles seja embaralhado de forma que só alguém com a chave correta possa ler ou restaurar. Isso é fundamental em ambientes onde os backups ficam armazenados em servidores externos, nuvem ou mesmo em discos acessíveis por múltiplos times.

Por que criptografar backups?

Criptografar backups não é apenas uma boa prática, em muitos casos, é uma exigência de compliance. Imagine que alguém consiga acesso a uma cópia de um backup, sem criptografia, isso pode significar acesso completo ao banco de dados. Com criptografia, o conteúdo só pode ser restaurado ou acessado por quem tem a chave correta.

Então, qual é o parâmetro que define essa chave?

No pgBackRest, o parâmetro que define a chave é o repo1-cipher-pass.. Ele especifica a senha (ou passphrase) usada tanto para criptografar quanto para descriptografar os dados do backup.

Esse parâmetro funciona junto com o repo1-cipher-type, que define o algoritmo de criptografia a ser usado, como por exemplo o aes-256-cbc.

Veja um exemplo:

SQL

[global]
repo1-cipher-type=aes-256-cbc
repo1-cipher-pass=uma_senha_super_secreta

[stanza_name]
pg1-path=/var/lib/postgresql/14/main
repo1-path=/var/lib/pgbackrest

Sem a senha correta definida em repo1-cipher-pass, não é possível restaurar o backup. Essa é a camada de segurança que garante que seus dados fiquem inacessíveis mesmo que alguém tenha acesso físico ao arquivo de backup.

Boas práticas ao usar o repo1-cipher-pass

  • Proteja o arquivo de configuração:
    O pgbackrest.conf deve ter permissões restritas:

SQL

chmod 600 /etc/pgbackrest/pgbackrest.conf

  • Evite deixar a senha exposta:
    Considere usar um cofre de segredos (como Vault, AWS Secrets Manager etc.) para armazenar e injetar a senha em tempo de execução.
  • Faça backup seguro da chave:
    Sem a repo1-cipher-pass, seus backups criptografados são irrecuperáveis. Tenha cópias seguras da chave.
  • Criptografe desde o início:
    Backups anteriores à configuração da criptografia continuarão sem proteção.

Importante: Uma vez feita a config de criptografia para a stanza, ela não pode ser mais descriptografada.


Conclusão

Criptografia de backup é um recurso essencial, e o pgBackRest entrega isso de forma prática e poderosa.
O parâmetro repo1-cipher-pass é o que garante que seus backups estejam realmente protegidos. É a chave do cofre.
Com ela, você mantém seus dados seguros mesmo em ambientes externos. Sem ela… nem o DBA restaura.

Seu backup PostgreSQL está realmente seguro?

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Se você administra ambientes com PostgreSQL, provavelmente já ouviu (ou disse) a famosa frase: “Fica tranquilo, tem backup!” Mas aqui vai uma verdade incômoda: backup que nunca foi testado, não é backup. É só uma aposta.

Neste artigo, vamos mostrar por que testar o restore é tão,ou mais, importante quanto fazer o backup em si, e como você pode começar a implementar uma rotina confiável de testes no seu ambiente PostgreSQL.

Por que testar o restore é mais importante do que você imagina?

No dia a dia, confiamos em rotinas automáticas de backup, seja via pg_dump, pg_basebackup, snapshots de disco ou ferramentas de terceiros. Mas só há um jeito de garantir que tudo isso vai funcionar quando você mais precisar: fazendo testes regulares de restore.

Veja alguns motivos bem práticos:

  • Backups podem falhar silenciosamente
    Um erro de permissão, falta de espaço, corrupção de arquivo, ou até um comando mal parametrizado. Tudo isso pode acontecer, e geralmente só descobrimos quando já é tarde demais.
  • Simular o pior dia da sua vida é a melhor forma de se preparar para ele
    Restaurar um backup sob pressão, com sistemas fora do ar e clientes esperando, é um pesadelo. Testar isso antes, com calma, reduz drasticamente o tempo de resposta real.
  • Evita surpresas com versionamento e retenção
    Será que o backup de 7 dias atrás ainda está disponível? Ele é compatível com a versão atual do PostgreSQL? Testar garante respostas concretas.
  • Atende auditorias e boas práticas de segurança
    Em tempos de LGPD, ransomware e ISO 27001, ter um processo de restore documentado e testado regularmente é mais do que uma boa ideia, é um item obrigatório em muitas organizações.

Como implementar uma rotina de testes de restore no PostgreSQL?

Algumas boas práticas para começar:

  • Automatize quando possível
    Scripts com pg_restore, pg_basebackup e restore de WALs podem ser agendados em ambientes isolados, sem risco ao ambiente de produção.
  • Teste cenários variados
    Faça restores pontuais (ex: só um schema ou tabela), restores completos e até simulações de desastres em servidores diferentes, para treinar a equipe.
  • Documente tudo
    Cada teste deve ter registro de data, tipo, tempo de execução e resultado. Isso serve tanto para controle interno quanto para compliance.
  • Monitore o tempo de recuperação (RTO)
    Saber quanto tempo você leva para restaurar o banco ajuda a definir expectativas realistas e ajustar sua estratégia de alta disponibilidade.

Conclusão

Backup é só metade da história. A outra metade é saber com certeza que ele pode ser restaurado e vai funcionar quando mais importa.
E isso só acontece  com uma rotina de testes reais, frequentes e bem documentados de restore.

Se você cuida de ambientes PostgreSQL, não espere a próxima falha para descobrir que seu backup não serve pra nada. Teste hoje. E durma mais tranquilo.

Se você quer aprofundar o assunto, com exemplos práticos, assista a nossa live do #CaféComPostgres Backup/Restore!

Mesa com teclado de notebook, mão segurando uma caneta, simbolizando análise e avaliação de banco de dados PostgreSQL.

Como Avaliar a Maturidade do Seu Banco de Dados com PostgreSQL?

By Institucional No Comments

Muitas vezes, os responsáveis pelo banco de dados avaliam seu funcionamento apenas pela ausência de falhas, como quedas do sistema ou falhas em consultas. No entanto, isso é apenas o básico. A verdadeira questão é: o PostgreSQL está realmente atendendo às necessidades estratégicas do seu negócio?”

Nesse post, vamos explorar os sinais que indicam se seu banco de dados está realmente sustentável, os impactos de um banco mal gerenciado e como avaliar sua estrutura para garantir um desempenho eficiente e seguro

Entendendo sobre maturidade do banco de dados

A maturidade de um banco de dados vai além de simplesmente funcionar sem falhas. Um sistema maduro é aquele que está alinhado aos objetivos do negócio, garantindo operações eficientes, seguras e escaláveis. Para alcançar esse nível, é essencial ter um banco de dados que assegure um desempenho sólido, com consultas rápidas e constantes otimizações para lidar com volumes crescentes de dados sem perder eficiência.

A segurança é outro fator essencial. Ela precisa ser forte o suficiente para proteger os dados de acessos não autorizados, além de atender às regulamentações, como a LGPD ou o GDPR. Isso significa ter controle rigoroso de acessos, criptografia dos dados e auditorias para corrigir falhas de segurança antes que se tornem um problema.

A automação de processos também é um ponto chave. Isso envolve monitoramento contínuo para detectar problemas antes que impactem o sistema, além de alertas preventivos que ajudam a evitar falhas. Automatizar tarefas como backups e atualizações também ajuda a evitar erros humanos e aumenta a eficiência.

Por fim, a escalabilidade é fundamental. À medida que a empresa cresce, o banco de dados precisa se ajustar sem comprometer a performance. Isso pode envolver soluções como particionamento de dados ou migração para a nuvem, garantindo que o sistema continue funcionando de maneira eficiente, independentemente do aumento de dados.

Sinais de um banco imaturo

Se o seu banco de dados apresenta lentidão constante, falhas inesperadas ou dificuldades para acompanhar o crescimento da empresa, esses podem ser sinais de que ele não atingiu o nível de maturidade necessário. Consultas lentas, queixas de usuários e gargalos estruturais indicam problemas de desempenho. A falta de automação e monitoramento também é um alerta, pois significa que problemas só são identificados quando já afetaram a operação.

A segurança é outro ponto crítico. Um banco de dados sem controle adequado de acessos e sem proteção contra ataques pode expor a empresa a riscos de vazamento de dados e multas regulatórias. Além disso, se a empresa não testa regularmente suas rotinas de backup e recuperação, pode enfrentar perdas de dados em momentos cruciais.

Esses são apenas alguns dos exemplos mais comuns. Se você se reconhece em qualquer um desses pontos, é o momento de pensar em fazer uma avaliação mais aprofundada do seu banco.

Como avaliar a maturidade do meu Postgres?

Para entender o nível de maturidade do seu PostgreSQL, é essencial realizar uma análise criteriosa, que pode ser feita pelo responsável pelo banco de dados, ou em colaboração com a equipe. Comece se perguntando: sua infraestrutura é capaz de lidar com aumentos de carga sem afetar a performance? Você consegue identificar e corrigir problemas rapidamente antes que impactem a operação? Existe uma estratégia sólida para backup e recuperação de dados, com testes regulares para garantir a confiabilidade?

Além disso, algumas questões essenciais a serem avaliadas incluem:

  • O banco está otimizado para consultas rápidas, mesmo com grandes volumes de dados?
  • O sistema é capaz de crescer conforme a demanda, sem comprometer a performance?
  • Os controles de acesso e a proteção contra ataques estão configurados adequadamente? Você está em conformidade com as regulamentações de segurança?
  • Existe monitoramento contínuo para detectar problemas antes que se tornem críticos? Processos repetitivos são automatizados para reduzir erros humanos?
  • Você tem processos bem definidos e testados regularmente para proteger os dados em situações de emergência?
  • Você segue as melhores práticas de administração do PostgreSQL e está sempre atento às atualizações e melhorias recomendadas?
  • Há uma cultura proativa de análise e melhorias constantes no gerenciamento do banco de dados?

Responder a essas perguntas com honestidade, vai ajudar a entender se o seu banco está sendo gerido de forma proativa e eficiente ou se existem áreas críticas que precisam de atenção.

Prevenção é melhor que remediação

Esperar que um problema grave aconteça para agir pode ter consequências graves, como perda de dados, falhas no sistema e custos imprevistos. A melhor abordagem é avaliar regularmente a saúde do seu ambiente de dados para identificar possíveis melhorias antes que se tornem crises. Um diagnóstico detalhado do PostgreSQL pode revelar ajustes necessários em áreas críticas como desempenho, segurança e automação, garantindo que o banco de dados esteja sempre preparado para suportar o crescimento do seu negócio de forma eficiente. Isso garante uma evolução sustentável do ambiente, evitando que pequenos problemas se transformem em desafios maiores, poupando tempo, recursos e dores de cabeça para quem gerencia o banco.

Conte conosco!

Oferecemos consultoria especializada em PostgreSQL para ajudar empresas a encontrarem um crescimento tecnológico sustentável através de uma combinação de expertise técnica e visão de negócios, que cobre desde o planejamento estratégico até a implementação operacional.

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Tela de computador exibindo códigos em um editor, ilustrando a importação de dados no PostgreSQL.

Mais produtividade com COPY e a opção ON ERROR IGNORE

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Se você já precisou importar dados de um CSV ou text para o PostgreSQL, especialmente em ambientes de homologação ou quando integra dados públicos, sabe bem: bastava uma tabulação fora do lugar, um caractere inválido ou um tipo incompatível para tudo travar. Era como tropeçar na primeira pedra do caminho.

Antes da versão 17, qualquer erro em uma linha durante a execução do COPY fazia a operação ser interrompida. Isso exigia que o arquivo fosse revisado e corrigido antes de tentar novamente — um processo demorado, especialmente com arquivos grandes ou dados vindos de fontes externas sem garantia de qualidade.

Com o PostgreSQL 17, isso mudou. E esse foi um dos assuntos do Café Com Postgres: Novidades do PostgreSQL 17, onde o Emanuel consultor da Timbira, falou um pouco sobre uma das melhorias mais práticas e bem-vindas para quem lida com importação de dados no dia a dia: o novo comportamento opcional do comando COPY.

A nova opção: ON ERROR IGNORE

Agora, ao usar o comando COPY, é possível adicionar a cláusula ON ERROR IGNORE para que o PostgreSQL ignore linhas com erro durante o carregamento dos dados. Isso permite que:

  • As linhas válidas sejam importadas normalmente;
  • As linhas com erro sejam identificadas ao final do processo, facilitando a revisão posterior;
  • O processo não seja mais interrompido por pequenas inconsistências.

Exemplo prático

psql

COPY produtos FROM '/caminho/para/arquivo.csv' WITH (FORMAT csv, HEADER true) ON ERROR IGNORE;

Antes

  • Um valor textual em uma coluna numérica travava o processo inteiro.
  • Você precisava abrir o CSV, localizar o erro (muitas vezes sem indicação clara), corrigir, salvar e tentar novamente.

Agora

  • O PostgreSQL pula essa linha problemática, importa o resto, e te avisa ao final quantas linhas foram ignoradas.
  • Quando a opção  ´LOG_VERBOSITY´ é configurada como VERBOSE, o PostgreSQL registra uma mensagem detalhada para cada linha do arquivo de entrada que apresenta falhas. Esse log inclui informações específicas sobre o erro, simplificando a identificação e correção de problemas no processo de importação.

Quando isso faz a diferença?

  • Ambientes de testes e homologação: carregar rapidamente um dump público mesmo que nem tudo esteja perfeito.
  • Importações automatizadas: em processos que rodam diariamente, como atualização de preços, a falha de uma linha não impede o carregamento de milhões de outras.
  • Usuários menos técnicos: nem todo mundo tem domínio de expressões regulares ou ferramentas para higienizar os dados rapidamente.
  • Flexibilidade em Dados Imperfeitos: ideal para trabalhar com dados de fontes externas, que frequentemente contêm inconsistências.

Conclusão

Essa pequena mudança tem um grande impacto em produtividade e confiabilidade. O comando COPY continua, por padrão, parando ao encontrar erros (ON ERROR STOP), o que preserva a segurança em ambientes que exigem rigor. Mas agora existe a escolha — e ela pode fazer toda a diferença.

-> Assista à live completa e confira outras conversas sobre PostgreSQL na playlist do #CaféComPostgres no YouTube.

[Quero assistir o #CaféComPostgres]

Duas pessoas trabalhando em uma mesa com notebooks, papéis e lápis, comparando informações técnicas, simbolizando a análise e atualização do PostgreSQL.

Por que devemos atualizar a “minor version” do PostgreSQL?

By Institucional No Comments

O PostgreSQL é um dos bancos de dados mais robustos e confiáveis do mercado. No entanto, para garantir segurança, estabilidade e desempenho, é fundamental manter sua instalação sempre atualizada, especialmente em relação às versões secundárias (“minor versions”). Mas por que isso é tão importante? Vamos explorar as principais razões.

O que é uma “minor version”?

No PostgreSQL, as versões seguem um padrão de numeração no formato X.Y.Z, onde:

  • X representa a versão principal (major version);
  • Y representa a versão secundária (minor version);
  • Z representa uma versão de patch ou hotfix.

As “minor versions” são lançadas periodicamente para corrigir bugs, falhas de segurança e otimizar o desempenho, sem alterar funcionalidades ou causar incompatibilidades com a versão principal.

1. Correção de vulnerabilidades de segurança

Uma das principais razões para atualizar a versão secundária do PostgreSQL é a segurança. Como qualquer software, o PostgreSQL pode ter vulnerabilidades que são descobertas ao longo do tempo. As versões secundárias incluem patches para corrigir esses problemas, protegendo seus dados contra ameaças como ataques de injeção SQL, exploração de falhas de autenticação e outros riscos cibernéticos.

2. Correção de bugs e melhoria da estabilidade

A cada nova versão secundária, são corrigidos bugs que podem afetar o desempenho e a confiabilidade do banco de dados. Alguns desses bugs podem levar a falhas inesperadas, corrupção de dados ou comportamento inesperado em consultas e transações. Atualizar seu PostgreSQL reduz o risco de encontrar esses problemas e melhora a estabilidade geral do sistema.

3. Melhorias de desempenho

Embora as versões secundárias não tragam novos recursos, muitas delas incluem otimizações de desempenho em operações comuns, como consultas, índices e manutenção do banco de dados. Essas melhorias podem resultar em tempos de resposta mais rápidos e uso mais eficiente dos recursos de hardware.

4. Conformidade e suporte

Muitos ambientes corporativos exigem que seus sistemas estejam atualizados para cumprir regulamentações de segurança e conformidade. Além disso, caso você precise de suporte técnico, seja da comunidade ou de provedores especializados, é muito mais fácil obter ajuda quando você está rodando uma versão secundária recente.

5. Atualizações são simples e rápidas

Ao contrário de uma migração de versão principal (major version), que pode exigir adaptações no esquema do banco de dados ou nas aplicações que o utilizam, uma atualização de versão secundária é geralmente simples e rápida. Na maioria dos casos, basta aplicar o patch e reiniciar o servidor.

Conclusão

Manter seu PostgreSQL atualizado com a última versão secundária é essencial para garantir segurança, estabilidade e desempenho. Como essas atualizações são projetadas para serem fáceis de aplicar, não há motivos para adiar a atualização. Sempre acompanhe os lançamentos da sua versão do PostgreSQL e mantenha seu banco de dados seguro e eficiente!

Se você ainda não atualizou, que tal verificar agora qual é a última “minor version” disponível para seu PostgreSQL?

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Se precisar de apoio para planejar sua migração, entre em contato com a Timbira. Nossos especialistas podem te ajudar a planejar e executar a migração com segurança, sem complicações e com o mínimo de interrupções.

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Palavra “end” escrita com giz amarelo sobre um fundo preto, simbolizando o fim da vida útil da versão 12 do PostgreSQL.

Fim de vida útil do PostgreSQL 12

By Institucional No Comments

No dia 21 de novembro de 2024, o PostgreSQL 12 chegou oficialmente ao fim de sua vida útil. Isso significa que essa versão não receberá mais atualizações de segurança, correções de bugs ou melhorias. Lançada em 3 de outubro de 2019, a versão 12 trouxe avanços importantes que marcaram sua trajetória. Neste artigo vamos revisitar os destaques, discutir os impactos do fim do suporte e as próximas etapas para quem ainda utiliza essa versão.

Entre as melhorias significativas introduzidas no PostgreSQL 12, destacam-se:

Particionamento e Tabelas

  • Melhorias na partição por intervalo e lista: Otimizações que reduziram o tempo necessário para trabalhar com tabelas particionadas.
  • Suporte a particionamento por chave (multi-column partitioning): Permitiu criar tabelas particionadas com base em várias colunas.
  • Melhorias na eliminação de partições: Aumentou o desempenho de consultas ao excluir partições irrelevantes mais eficientemente.

Índices

  • Geração de índices B-Tree menores: Índices B-Tree passaram a ser gerados de maneira mais compacta, ocupando menos espaço em disco.
  • Otimizações para índices GiST e SP-GiST: Aumentaram a eficiência desses tipos de índice, particularmente em casos de busca.

Desempenho

  • Expressões comuns em cache (common table expressions – CTEs): CTEs passaram a ser “inline” por padrão, resultando em consultas mais eficientes. Mesmo com essa melhoria, o processo de homologação no tocante ao uso de CTEs precisa ser validado, pois passa a ter um comportamento diferente para o planejador, principalmente quanto ao uso de muitas CTEs aninhadas.
  • Consultas paralelas mais abrangentes: Suporte ampliado para consultas paralelas, incluindo varredura de índices GiST.
  • Agregação paralela: Melhor desempenho ao executar funções de agregação em consultas paralelas.

Segurança e Gerenciamento

  • Autenticação baseada em SSL: Introduziu novos métodos de autenticação usando certificados SSL.
  • Opção read-only para réplicas: Melhor controle ao configurar réplicas como somente leitura.
    JSON/SQL
  • Melhorias nas funções JSON: Funções como jsonpath foram adicionadas, tornando as consultas JSON mais flexíveis e otimizadas.

Análise e Depuração

  • Estatísticas de desempenho detalhadas: Novos contadores e relatórios para monitoramento de desempenho e uso de recursos.
    pg_stat_statements aprimorado: Mais métricas para análise de desempenho de consultas

Contextualizando

O PostgreSQL adota uma política de versionamento, lançando uma nova versão a cada ano, geralmente entre os meses de Agosto e Novembro. Após o lançamento, cada versão é suportada por cinco anos, o que significa que ela não receberá novos recursos, apenas correções de bugs e atualizações de segurança. Neste link você pode acompanhar a política de versionamento.

Com base nesse cenário, a recomendação, na maioria das situações, é atualizar para uma versão mais recente do PostgreSQL. Porém, a decisão sobre o momento ideal para essa migração exige análise cuidadosa, considerando fatores como custos financeiros e esforços da equipe. Para ajudar nesse planejamento, destacamos alguns aspectos fundamentais que devem ser avaliados antes de iniciar a atualização em seus ambientes PostgreSQL.

Com o fim do suporte, o PostgreSQL 12 não receberá:

  • Correções de bugs conhecidos, mesmo problemas críticos não serão mais corrigidos.
  • Atualizações de segurança, expondo o banco de dados a vulnerabilidades.
  • Melhorias de desempenho, que continuam a ser lançadas em versões mais recentes.
  • Para quem mantém essa versão em produção, é essencial considerar uma migração para uma versão mais recente e suportada.

Por que atualizar?

É crucial atualizar a partir da versão 12 do PostgreSQL por diversos motivos, principalmente relacionados à segurança e ao desempenho. Como a versão 12 atingiu o fim de sua vida útil em novembro de 2024, ela não receberá mais atualizações de segurança. Isso significa que vulnerabilidades descobertas após essa data não serão corrigidas, deixando seu banco de dados exposto a ataques e explorações.

Além disso, as versões mais recentes do PostgreSQL, como a 17, incluem melhorias significativas de desempenho em áreas como agregação paralela, consultas paralelas mais abrangentes e expressões comuns em cache. Essas otimizações garantem um funcionamento mais eficiente do banco de dados, resultando em tempos de resposta mais rápidos para consultas e operações.

Manter a versão 12 também significa perder acesso a correções de bugs. Novas versões corrigem problemas e falhas identificadas em versões anteriores, garantindo maior estabilidade e confiabilidade.

Em resumo, atualizar para uma versão mais recente do PostgreSQL oferece:

  • Maior segurança: proteção contra vulnerabilidades.
  • Melhor desempenho: otimizações para um banco de dados mais eficiente.
  • Correções de bugs: maior estabilidade e confiabilidade.

Como Planejar a Migração do PostgreSQL 12 para uma versão mais atual?

Planejamento

  • Defina os objetivos da migração e analise seu ambiente atual, incluindo bancos de dados, aplicações e dependências.
  • Escolha a versão de destino do PostgreSQL e crie um plano de comunicação para manter os usuários informados.

Preparo

  • Configure o novo ambiente, incluindo a instalação da nova versão do PostgreSQL.
  • Selecione as ferramentas de migração adequadas.
  • Crie um backup completo do banco de dados atual e um plano de rollback.

Migração

  • Migre os dados em etapas, validando a integridade em cada fase.
  • Após a migração, valide os dados no banco de dados de destino.

Adaptação e Testes

  • Adapte as aplicações para o novo banco de dados e realize testes de desempenho e segurança.

Monitoramento e Otimização

  • Monitore o banco de dados continuamente e otimize as configurações conforme necessário.
  • Documente todo o processo de migração.
  • Lembre-se: Planeje o tempo de inatividade necessário, treine sua equipe e considere o suporte especializado se necessário

No nosso post do blog “Roadmap de Migração: Passos estratégicos para migrar de outros SGBDs para PostgreSQL” você poderá conferir um passo-a-passo detalhado do processo de migração, em etapas essenciais para garantir uma transição segura e eficiente.

Conclusão

Quem ainda usa o PostgreSQL 12 precisa saber que essa versão está desatualizada e não recebe mais suporte. O que a torna vulnerável a falhas de segurança e problemas de desempenho. Atualizar para uma versão mais recente, como a 17, garante:

  • Mais segurança: proteção contra novas ameaças.
  • Melhor desempenho: operações mais rápidas e eficientes.
  • Correções de bugs: o banco de dados fica mais estável.

Conte conosco!

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Dickson Guedes, consultor da Timbira, palestrando na PGConf.Brasil 2022. Ele segura um microfone enquanto apresenta sobre automação com SQL para uma plateia.

PGConf.Brasil 2022 – Ganhe Tempo Automatizando com SQL

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Na PGConf.Brasil de 2022, Dickson Guedes, consultor da Timbira, realizou uma palestra sobre automação com SQL. Inicialmente, Guedes menciona que o título da palestra, assim como neste artigo, deveria estar incluso um ponto de interrogação: “Ganhe tempo automatizando com SQL?”. Isso porque, apesar da proposta desta palestra ser sair do psql para algo mais avançado, essa é apenas a ponta do iceberg. A automação com SQL envolve explorar paradigmas de programação e estratégias avançadas que transcedem o uso simples do psql como interface inicial. Esse é o objetivo da Palestra e agora, também, deste artigo.

Como é possível automatizar com SQL?

Existem diversos paradigmas de linguagem de programação. Por exemplo, na linguagem procedural, o foco está em como realizar as tarefas, enfatizando a sequência de ações necessárias para alcançar um resultado. No paradigma funcional, a ênfase recai sobre a imutabilidade, onde toda comunicação e execução de ações são realizadas por meio de mensagens. Independentemente do paradigma utilizado, uma linguagem de programação permite a construção, extensão e reutilização de códigos. Um exemplo básico é a atribuição de um valor a uma variável, como em variável =‘valor’.

Já o SQL é uma linguagem declarativa, onde você especifica o que deseja, sem definir como isso deve ser feito. Como uma linguagem declarativa, SQL não oferece a possibilidade de criar estruturas ou estender funcionalidades da mesma forma que outras linguagens. Por isso, não é possível, por exemplo, atribuir um valor a uma variável diretamente no SQL, como em variável =‘valor’. Para contornar essa limitação, podemos utilizar o psql, uma ferramenta que compreende melhor o SQL e opera em uma camada anterior ao próprio SQL. Assim, interagimos com o psql antes de enviar comandos SQL diretamente ao banco de dados.

Então talvez a palestra poderia se chamar “Ganhe tempo automatizando com psql”? O título pode parecer provocativo, mas o conteúdo é o que importa. No decorrer do texto você irá entender melhor as possibilidades da automação no psql. E, para isso, Guedes propõe que sigamos por níveis de complexidade porque, dessa forma, todos conseguem estar na mesma linha.

Nível 1. Variáveis e macros

O psql é um aplicativo de linha de comando que permite a conexão com uma base PostgreSQL para a realização de consultas interativas e visualização dos resultados. Além disso, oferece uma variedade de meta-comandos que possibilitam a execução de funções específicas no ambiente do PostgreSQL, como exibição de informações sobre tabelas, bancos de dados, usuários e configurações. Esses comandos iniciam com uma barra invertida e podem ser utilizados para configurar variáveis, como definir o nome da variável psql para um determinado valor ou para a concatenação de vários valores.

Ao utilizar esses comandos dentro do psql, utilizando a ‘\’ no início, o psql interpreta esse comando como um comando interno e faz algo antes. No exemplo abaixo, o psql atribui a variável ‘sauda’ o valor ‘ola mundo’.

Variáveis no psql

\set sauda ola mundo
\echo :sauda
\echo :“sauda”
\echo :‘sauda’
\set sauda “ola mundo”
\set sauda ‘ola mundo’

Como irá se comportar na prática? Veja nos exemplos abaixo:

Mas, e se, fizermos dessa forma?

\set sauda select ‘ola mundo!’;
:sauda

Deu erro! Será que não vai dar pra fazer? Será que dá pra fazer macro no psql? Dá sim!

\set top101 select * from pg_stat_activity order by 17, 13 desc limit 10;
\set top102 “select * from pg_stat_activity order by 17, 13 desc limit 10;”
\set top103 'select * from pg_stat_activity order by 17, 13 desc limit 10;'

Qual destes 3 comandos você acha que deve funcionar?

Ao executar o primeiro e segundo, eis o que ocorre:

O erro está nas aspas duplas.

Ao executar o terceiro, ele dá a seguinte saída:

Esse primeiro momento é importante para fundamentar e facilitar o entendimento de como podemos utilizar isto para construir algo que pode ajudar a agilizar alguns tipos de procedimentos que costumamos executar dentro do psql.

Nível 2. Criando “comandos”

E se seguirmos utilizando esse mesmo conceito e condicionar a criação de variáveis com prefixos diferentes, o que ocorre? Veja os exemplos:

\set ss_film 'select * from film'
\set ss_film_fields 'select title, description'
\set ff_film ' from film'
\set jj_film_actor ' join film_actor using (film_id)'
\set jj_actor ' join actor using (actor_id)'

Concatenando, temos outras possibilidades:

:ss_film
:ss_film_fields :ff_film
:ss_film_fields, first_name :ff_film :jj_film_actor :jj_actor

Ao tentar executar tais comandos, temos a seguinte saída:

O que entendemos disso é que o psql expande. A partir disso, você consegue construir qualquer composição. Pode parecer apenas uma concatenação, mas estamos usando recursos do psql para tentar nos ajudar a não ter que escrever o comando inteiro todas as vezes, repetidamente. O objetivo é encontrar maneiras de automatizar e fazer a ferramenta trabalhar para você.

Nível 3. Vamos agora desconstruir!

select *
from pg_stat_all_tables
where age(now(),
coalesce(
last_autoanalyze,
last_analyze,
now() - interval ' 1 year '
)
) > interval ' 10 days '
and relname !~ ' ^ pg_toast_ | sql_ '

Esta é uma consulta para verificar tabelas que não tiveram ‘analyze’ e nem ‘autoanalyze’ em um intervalo de tempo de 10 dias. Por exemplo, se isto está em um ponto SQL, você pode ir no psql, digitar um ‘\i‘, passar o caminho e executar. Mas a ideia aqui é fazer isto de uma outra forma.

O que seria essa desconstrução? A partir da refatoração de códigos, olhar quais são as partes móveis do meu código, partes que eu posso reutilizar em outros locais e extrair isso para algum lugar.

select *
from pg_stat_all_tables
where age(now(),
:_analyze_mais_recente
) > interval '10 days'
and relname !~ '^pg_toast_|sql_'

\set _analyze_mais_recente 'coalesce(last_autoanalyze, last_analyze, now() - interval ''1 year'')'

select *
from pg_stat_all_tables
where age(now(),
coalesce(last_autoanalyze,
last_analyze,
now() - interval ' 1 year ')
) > interval ' 10 days '
and relname !~ ' ^ pg_toast_ | sql_ '

A diferença entre os dois é que o segundo tem a quebra de linha. Portanto, entendemos que não pode haver a quebra de linha.

select *
from pg_stat_all_tables
where age(now(),
:_analyze_mais_recente
) > interval ' 10 days '
and relname !~ ' ^ pg_toast_ | sql_ '

select *
from pg_stat_all_tables
where age(now(),
:_analyze_mais_recente) > interval '10 days'
and :_ignored_tables

\set _ignored_tables 'relname !~ ''^pg_toast_|sql_'''

Essa parte acima pode ser usada em várias outras consultas. Chamaremos de “tabelas ignoradas” e vamos criar uma variável para isso.

Podemos simplificar dessa forma:

select *
from pg_stat_all_tables
where age(now(),
:_analyze_mais_recente) > interval '10 days'
and :_ignored_tables

ss_mant_tabelas_analisadas_ha_mais_de_10_dias

Ao realizar essa simplificação, quando digitar ‘:ss’ e um ‘_mant’ dentro do psql, ele irá te mostrar todas as opções que começam com esse prefixo. Também podemos fazer isto utilizando essa variável:

with dados as (
:ss_mant_tabelas_analisadas_ha_mais_de_10_dias
)
select format('ANALYZE %I', relname) from dados \gexec

Lembrando que não tem ponto e vírgula para justamente podermos injetar e reutilizar códigos dentro do psql. Gera-se uma saída com um comando ‘analyse’ onde passa o nome da ‘tabela from dados’. O que são dados? Dados são tabelas analisadas há mais de 10 dias. Então, ao ler essa consulta no próprio psql, conseguimos entender o que está acontecendo, no lugar de, por exemplo, ter que ler toda a consulta para interpretar o que está ocorrendo.

Vejamos como se comporta:

É por conta do ‘\gexec’. que a saída deste comando irá ser executada pelo psql.

Ao rodarmos novamente:

Ao inserir o select dentro do \exec., podemos executar uma macro que automatiza a ação desejada e, além disso, verificar tanto o conteúdo quanto a saída dessa execução.
Para tornar essa abordagem mais organizada, utilizamos um padrão de nomenclatura: para queries que executam uma ação, iniciamos o nome da variável com o prefixo exec_, e para queries que apenas consultam dados, utilizamos o prefixo ss_. No exemplo apresentado, a query que “apenas consulta os dados” (ss_) é utilizada dentro da “query que executa” (exec_). Dessa forma, a query verifica as tabelas que estão há mais de 10 dias sem executar o ANALYZE, e, por conta do
\gexec
, já executa o ANALYZE nas tabelas identificadas. Ao executarmos essa consulta mais de uma vez, a primeira execução realmente realiza o ANALYZE, e, nas execuções subsequentes, a única linha retornada será a mensagem ANALYZE, indicando que as tabelas já foram analisadas. Esses padrões podem ser criados da forma que melhor funcionar para você.

Guedes finaliza esse nível opinando que:

\gexec e format( ) – a combinação perfeita

Nível 4. Format e \gexec

E se gerássemos um arquivo contendo todos esses comandos? Podemos criar um conjunto e definir um comando para sempre fazer um select em uma tabela, mostrando os 10 primeiros registros, por exemplo. Assim, fazemos um ‘select first’, passamos o nome da tabela e, sempre que digitarmos ‘:ss_first_nome_tabela’, ele executa um ‘select * from nome_tabela limit 10;’. Queremos aplicar isso a todas as tabelas, passando apenas o nome da tabela.

O símbolo $ funciona como aspas simples no Postgres. Usamos $$ para enclausurar o texto e evitar “poluição” no código. Dessa forma, podemos ver a sintaxe mais claramente em um editor de texto que apresenta o código com cores, facilitando a leitura.

Selecionamos a lista de tabelas, excluindo as tabelas do catálogo, e para cada tabela da lista, geramos um texto que é uma macro que começa com ‘ss first_’. Inserimos isso e geramos o SQL correspondente. Toda a exportação está no comando, e o ‘\g’ executa o comando, direcionando a saída para um arquivo.

select format(
$$\set ss_first_%1$I 'select * from %1$I limit 10;'$$,
tablename
)
from pg_tables
where schemaname !~ '(pg_catalog)'
\g /home/guedes/extended_comands.sql

Uma forma de chamar o mesmo valor mais de uma vez sem precisar repetir é usando o símbolo ‘%1$I’ no format para referir-se ao argumento tablename. Dessa forma, não é necessário repetir o comando cada vez que ele for chamado. É um atalho, similar ao nosso %I, mas adiciona o 1$ para indicar que é o primeiro argumento.

# .psqlrc
… corte …
\echo 'gerando extended_commands.sql'
\t on
select format(
$$\set ss_first_%1$I 'select * from %1$I limit 10;'$$,
tablename
)
from pg_tables
where schemaname !~ '(pg_catalog)'
\g /home/guedes/extended_commands.sql
\t off
\ir extended_commands.sql

A saída disso está em um arquivo chamado ‘.psqlrc’, localizado no diretório home do usuário. Ao ser lido pelo psql durante a inicialização, este arquivo executa todos os comandos nele contidos (inclusive se tiver um ‘drop database’ que seu colega pode ter deixado ali para te trollar no primeiro dia de trabalho).

A ideia aqui é simples: mover essas configurações para o arquivo ‘.psqlrc’ para que sejam automaticamente executadas quando o psql é aberto. Por exemplo, podemos usar o comando ‘\echo’ para imprimir mensagens e ‘\t on’ para mostrar apenas os dados, sem os nomes das colunas e a contagem de registros. O comando ‘\t off’ desativa essa opção. Como o ‘.psqlrc’ está localizado no diretório home, o comando ‘\i’ do psql pode importar seu conteúdo e executar os comandos nele presentes. Para facilitar a modularização, o comando ‘\ir’ permite trabalhar com caminhos relativos ao arquivo que está sendo executado. Isso é especialmente útil quando você deseja organizar seu trabalho em módulos, carregando um conjunto de arquivos de forma eficiente e mantendo a estrutura de diretórios limpa e organizada.

Dessa forma, é criado um ‘ss_first_’ para cada tabela existente dentro do banco.

Foi criado um atalho no psql, como se fosse uma macro. Com a prática, você cria um mecanismo de macros dentro do seu psql.

O que mais dá para fazer?

No exemplo abaixo, o psql está gerando dois arquivos: 1 arquivo estendido e 1 arquivo de ’joins’:

Se quiser garantir que o ‘script bash’ não leia o ‘.psqlrc’, use o parâmetro ‘-X’.

Ao utilizar ‘:ss’, você irá mostrar tudo que começa dessa forma. No exemplo abaixo, são apresentadas algumas convenções:

Por exemplo, se digitarmos o ‘:ss_film’ e pressionarmos a tecla ‘Tab’ serão mostradas todas as opções de macro relacionadas:

Quando você utiliza o comando ‘\echo’ antes de ‘:ss_film_actor__actor’, a forma expandida da macro será exibida. Isso significa que um comando ‘SELECT’ completo é gerado no momento em que você entra no psql. Essa funcionalidade existe porque o ‘.psqlrc’ já contém a configuração necessária para criar essa macro.

A partir disso, temos algumas possibilidades. Podemos fazer join com _actor ou com _film, e como resultado, teremos a seguinte saída:

Uma observação: Guedes utiliza um utilitário chamado ‘pspg’, que permite uma saída em formato de tabela no psql . É importante destacar que o pspg não vem instalado automaticamente com o psql; é necessário instalá-lo separadamente em sua máquina ou servidor.

No preâmbulo abaixo, vemos alguns itens do psql, como o
PAGER ‘pspg’
e um histórico separado para cada banco de dados. O psql oferece o ‘:DBNAME’, que identifica o banco de dados em que estamos logados, permitindo realizar ações interessantes e úteis. No PROMPT, utilizamos caracteres de escape para adicionar cores. Abaixo, apresentamos os testes realizados.

Definir o prompt no psql permite uma interação mais dinâmica com a ferramenta. Por exemplo, é possível inserir o nome do banco de dados em que você está logado. Esse conjunto de pseudomacros pode ser utilizado para gerar scripts ou tornar scripts existentes mais concisos, reduzindo códigos repetitivos com macros reutilizáveis. Assim, você pode criar pequenos atalhos para automatizar algumas tarefas, ganhando eficiência no uso do psql.

Seguindo essa linha de raciocínio sobre como integrar e compor funcionalidades no psql, você pode definir variáveis como ‘\set prompt_test’ e ‘\set prompt_prod’ para configurar o prompt de acordo com o ambiente. O comando ‘\set’ permite configurar variáveis que podem ser usadas para facilitar a execução de comandos. Por exemplo, ao usar a variável ‘prompt_test’ antes de um comando do psql, você pode se conectar a uma base de dados específica, já que o psql permite a execução de vários comandos em uma única linha.

No caso do ‘prompt_test’, ele configura o prompt para indicar que você está no ambiente de teste, tornando a administração do banco de dados mais clara e organizada.

Considerações finais

Você pode expandir as funcionalidades do seu psql utilizando esses recursos, e há muitas possibilidades a partir disso. Apesar de ser uma funcionalidade simples, muitas pessoas não conhecem esse mecanismo do psql. O objetivo é adicionar mais ferramentas ao seu repertório, revisando seus scripts atuais e questionando se é possível melhorar os códigos.

Reduzir a digitação com pseudo comandos como ‘:ss_’ e explorar outras opções pode não ser algo que atraia você, mas pode ser extremamente útil para iniciantes que estão dando os primeiros passos no uso do psql no dia a dia de trabalho. Esses recursos facilitam a automação e a eficiência, tornando o psql uma ferramenta ainda mais poderosa.

[Quero assistir a palestra completa]

Mão segurando uma caneta sobre papéis com gráficos, simbolizando análise comparativa de custos e benefícios.

Uma análise rápida de custo-benefício do PostgreSQL

By Institucional No Comments

Avaliar o custo-benefício de um banco de dados é essencial para empresas que buscam estabilidade e controle em seus processos de dados. Neste artigo exploraremos como o PostgreSQL, um banco de dados de código aberto amplamente utilizado, pode trazer vantagens financeiras e operacionais para as empresas. A análise  abordará os principais pontos para quem considera adotar o Postgres, oferecendo um panorama dos benefícios que ele pode proporcionar aos ambientes de dados.

1. Economia de Licenciamento: menos custos fixos, mais flexibilidade

PostgreSQL é um banco de dados de código aberto e, portanto, livre dos custos de licenciamento, o que elimina uma despesa recorrente significativa. Empresas que migram para o Postgres podem economizar a curto e longo prazo, redirecionando recursos para desenvolvimento, inovação e outras iniciativas mais estratégicas.

Na prática, esses custos economizados em licenciamento  tornam-se um recurso adicional para investir em infraestrutura, inovação e otimização dos processos de dados.

2. Redução de custos de manutenção e suporte

A autonomia na manutenção do PostgreSQL é outro fator relevante que permite maior controle financeiro. Com uma comunidade ativa e uma uma base sólida de documentação e suporte em canais específicos, a resolução de problemas comuns é facilitada, reduzindo a necessidade de contratos de manutenção de alto custo. Para questões mais complexas, há um ecossistema de consultorias e especialistas Postgres sempre prontos para auxiliar.

3. Escalabilidade e performance de alta qualidade

Postgres é uma escolha sólida para empresas que buscam escalabilidade e alto desempenho. Sua capacidade de gerenciar grandes volumes de dados com alta performance acompanha o crescimento de uma organização de forma confiável sem os custos futuros elevados, que normalmente estão associados a migrações ou atualizações forçadas.

Dica: Quem gerencia um ambiente PostgreSQL pode aproveitar a grande variedade de ferramentas de otimização para ajustar o banco de dados conforme suas necessidades de performance, garantindo um ambiente bem configurado para eficiência máxima e economia de recursos.

4. Segurança e conformidade com normas de mercado

Empresas que trabalham com dados sensíveis precisam de uma plataforma segura, que cumpra as regulamentações do mercado. O Postgres possui ferramentas de segurança robustas, incluindo criptografia de dados e autenticação, o que facilita a conformidade com regulamentos e leis, como a LGPD.

Para gestores de TI, o PostgreSQL oferece os recursos de segurança necessários para criar e manter um ambiente que respeite as normas vigentes, sem os custos adicionais muitas vezes presentes em bancos de dados comerciais.

5. Baixo custo de integração com outras ferramentas

PostgreSQL é compatível com uma grande variedade de tecnologias e sistemas, facilitando sua integração com plataformas existentes. Isso não só reduz os custos com aquisição de ferramentas adicionais como simplifica a infraestrutura, tornando o ambiente mais consistente e de fácil manutenção.

6. Sustentabilidade e inovação

Desenvolvido e mantido por uma comunidade ativa e engajada, o PostgreSQL  evolui continuamente, com atualizações e melhorias que mantêm o sistema em sincronia com as demandas de mercado, sem os custos de upgrades forçados. Essa continuidade o torna uma solução sustentável, ideal para empresas que buscam sustentabilidade e segurança a longo prazo.

PostgreSQL é o Caminho!

Para enfrentar desafios complexos de dados sem abrir mão de valor, cada vez  mais empresas estão escolhendo o Postgres como seu banco de dados. Ele oferece não apenas uma solução econômica, segura e escalável, mas também uma base sustentável que expande as possibilidades de negócio. Escolher PostgreSQL vai além de economia: é um investimento estratégico para empresas que priorizam crescimento com uma infraestrutura robusta e confiável.

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